
figura cada vez mais andrógina do cantor, algures entre o glam de Ziggy Stardust e uma Lady GaGa desengonçada que em certos momentos parece ter encarnado em Ana Malhoa, continua a deixar as meninas (e alguns meninos - afinal desta vez nem eram poucos) fora de si. Ele corre o palco de lés a lés e lá vai debitando agradecimentos bem estudados e servidos num inglês algo trapalhão. A actuação prossegue com "Human Connect to Human", com ambientes urbanos nocturnos em movimento no ecrã gigante que fundeia o palco, e recua depois ao álbum de estreia, Scream , num "Break Away" a pender para o pesado.
"Quero dar-lhes as boas vindas à cidade Humanoid" atira Kaulitz para o público antes de servir o gingão "Pain of Love" e o mais recente (e baladeiro) single "World Behind My Wall", recebido com entusiasmo. Entre mudanças de fatiotas e saídas de palco para entreter o público com vídeos de backstage "fofinhos", há surpresas reservadas: explosões de fogo em "Hey You", falsete mal amanhado mas sentido em "Alien", a loucura de "Ready, Set, Go!" e Bill montado numa mota em "Dogs Unleashed".
"Humanoid" é servido em registo intimista, com direito a guitarra acústica, e a monotonia instala-se pelo menos até o "intimista" "In Your Shadow (I Can Shine)" passar a vez a "Automatic", single que apresentou Humanoid ao mundo e que volta a ser alvo de histeria generalizada. Depois de "Darkside of the Sun", Kaulitz despede-se com uma vénia e um beijinho: "É a última canção. Obrigado por terem vindo, vemo-nos para a próxima". Mas é claro que ninguém o ia deixar escapar tão facilmente e o encore exige-se com gritos de "Tokio Hotel, Tokio Hotel".
Partilhar




0 comentários:
Enviar um comentário